As Superstars de Andy Warhol
Andrew Warhola vulgo Andy Warhol era o típico patinho feio: detestava sua aparência pálida, a textura de sua pele e o formato de seu rosto. Mas ele queria fazer algo revolucionário com suas criações (e conseguiu). É impossível não reconhecer suas obras feitas em serigrafia, em que retrata o cotidiano popular americano – como por exemplo as latas de sopa Campbell, as propagandas da Coca-Cola, releitura do Mickey Mouse e os quadros de Marilyn Monroe.

Como um artista multimídia, ele produziu quadros e polaroids de figuras ilustres (e de si mesmo com diversos heterônimos), e deu um empurrãozinho na cena do Glam Rock, que também é conhecido como Glitter Rock, do qual Iggy Pop e David Bowie faziam parte. Ele também remodelou a banda Velvet Underground – até capa de disco produziu para eles!
Warhol trabalhava em um estúdio criado e decorado por ele mesmo, que se chamava Silver Factory. Era um lugar um tanto quanto estranho, com paredes cobertas de papel prata e espelhos quebrados. Lá ele reunia as pessoas mais influentes da cena novaiorquina. É claro que aquele local não deixa de ter histórias para contar, pois foi ali que nasceram as “superstars” do Andy Warhol. Enquanto ele fazia seus trabalhos, deixava câmeras dispostas em seu estúdio filmando tudo o que acontecia, e isso gerou centena de vídeos que são intrigantes até hoje.
Vale destacar algumas dessas superstars, afinal foi através delas que surgiu a frase que mais marcou sua carreira: “Um dia, todos terão direito a 15 minutos de fama”.
Edie Sedgwick era provavelmente a queridinha Warhol, a garota de família rica que era disvirtuada de seus valores. Era atriz, modelo, abusava do uso de drogas e vivia visitando centros psiquiátricos. Ficou conhecida também como a musa inspiradora de muitas músicas do cantor Bob Dylan. Acabou morrendo de overdose em 1971. Ela ganhou um filme inspirado em sua vida chamado Factory Girl (A Garota da Fábrica).
Candy Darling era um rosto muito conhecido na Factory. Era um transsexual que protagonizou diversos filmes produzidos por Warhol e Paul Morrissey. Morreu de leucemia em 1974.
Anita Pallenberg também era uma frequentadora assídua do estúdio. Ela era modelo e fez uma participação no filme Barbarella. Ficou bastante conhecida devido aos seus affairs com alguns Stones…
Como esquecer de Nico? A única mulher que fazia parte do Velvet Underground. A influência era tal que a banda até trocou o nome para Velvet Underground & Nico. Logo depois, fez carreira a solo com um álbum inspirado no filme do Andy no qual ela participou (Chelsea Girls). Provavelmente era uma mulher de muita sorte, pois se envolveu com algum dos artistas mais desejados da época como Jim Morrison, Alain Delon e Brian Jones. Faleceu em 1988.
O sex symbol da factory era Joe Dallesandro, grande parte dos filmes no qual ele participou ele mostrava seu corpo. Logo virou o queridinho da época, o “objeto de desejo” de mulheres, homens e boa parte de Manhattan.
É claro que listar todas as Warholstars levaria um bocado de tempo pois a lista é enorme, afinal ele sempre acreditou que todos que iam lá eram estrelas - e as pessoas que ali frequentavam acabavam acreditando que isso era verdade. Sem nenhuma dúvida, o Silver Factory foi um lugar fantástico, mesmo cercado de drogas e com nenhuma lei de convivência entre os frequentadores. Será que Warhol conseguiria produzir tantas obras se não fosse com a ajuda de suas superstars?
Curiosidade: a música Walk on the wild side do Lou Reed retrata sobre as superstars do Silver Factory.








Emílio -
Faz um pouco mais de um ano que visitei a exposição Mr. America, do Andy, em SP. Vi alguns dos trabalhos dele de perto e pude constatar que ele era mesmo demais!
Rodrigo Turra -
Que post gostoso. Adorei. Meu… e esse Joe Dallesandro que parece um modelo de hoje em dia, néam? Adorei tudo. Ele era mesmo muito à frente de seu tempo, visionário, sem medo de fazer cagada.
Vanessa Alexandre -
Andy não tinha medo de errar nunca, mas ele sabia muito bem cada passo que dava. Ele como publicitário lançou a onda do “com seu lixo eu faço a minha arte”, acabou criando uma tendência e sua arte é considerada visionária até hoje.
A minha grande inspiração no Andy é essa faça sem medo de dar errado ou medo do que os outros vão pensar, afinal se não arriscarmos como iremos conseguir alcançar alguma coisa?
Eric Fiori -
Eu também visitei a exposição dele aqui em SP e achei o máximo! Ele tem um estilo único, facilmente reconhecível.
Apesar de suas obras mais famosas serem bem coloridas, acho que ele retratava uma verdade não tão colorida assim…Uma coisa meio irônica mesmo…A cara dele! haha